• Mariana Floria

Posicionamento digital: seus mandamentos e os reflexos que isso gera em sua vida


Dias atrás, em meu Instagram, abri uma discussão sobre o que nomeei de “Cultura do ‘ter que’”. É uma reflexão que venho tendo há tempos sobre posicionamento digital, a forma de fazer marketing e o sentimento que isso gera no público em geral.


Estamos cheios de fórmulas prontas por aí - o segredo da produtividade, o roteiro pronto da manhã, o jeito certo de lidar com as suas finanças, a fórmula mágica para ter uma autoestima saudável. É como se existisse uma polarização extrema entre certo e errado. Essas fórmulas prontas têm o formato de regra: “se você não agir dessa forma, então algo de ruim acontecerá”.

Na Análise do Comportamento costumamos analisar o seguimento de regras. Sendo assim, vemos pessoas mais tendenciosas a agir sob controle delas; e outras que agem mais de acordo com as condições e dinâmicas do momento - dizemos que essas são mais sensíveis às contingências.


A verdade é que todo mundo, em algum grau, segue regras. Essa é a forma como a nossa dinâmica social é construída. E que bom! Elas ajudam no processo de aprendizagem, tornam-na mais rápida e, por vezes, efetiva.


O problema está quando o indivíduo, ao se atentar muito a regras, perde a sensibilidade às coisas que estão acontecendo ao seu redor. Além de não prestar atenção ao que sente quando age de dada forma. E isso acontece muito pelo receio de sofrer alguma consequência negativa caso não siga aquela regra.


O problema do posicionamento digital como regra


Sobretudo, é como se houvesse uma fórmula correta de ação e, caso não cumpri-la, poderia se colocar em muitos riscos. Só que essa obrigatoriedade do posicionamento digital pode causar ansiedade, sensação de inadequação, culpa...


Eu já me senti muito assim, acredite! E para mim pegava mais na condição das finanças...


Era uma infinidade de vídeos que assistia, me senti na pilha para começar a investir (e extremamente errada se não fizesse). No entanto, entrei num looping infinito de questionamento: comprar ou não um imóvel? Sentia culpa de pagar aluguel e "jogar o dinheiro pela janela", mas também me julgava intensamente se optasse pelo financiamento.


A questão é: o mundo está cheio de regras, mas quais são as SUAS regras?


O trabalho que muitos influencers têm realizado nas redes sociais com certeza traz muitas contribuições. O acesso facilitado a informações podem ter reflexos inegáveis para aprimoramento dos nossos conhecimentos. Além de auxiliar na tomada de decisão diante de uma escolha a ser feita. Apenas observe-se: comece a avaliar o que faz sentido para você, muito mais do que se entregar a regras prontas, receitas muito certinhas.


Entre o preto e o branco existe uma escala infinita de cinza – achar qual o seu tom, aquele que faz sentido para a sua realidade e características é o que irá te libertar da pressão, ansiedade e culpa que a “Cultura do ‘ter que’” pode produzir.


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